O certo e o errado, os erros e os acertos, a inversão dos valores
As vezes tenho a impressão de que
as pessoas têm muita dificuldade em analisar os fatos de acordo com uma visão
holística.
POR QUE SERÁ?
Será por preguiça de pensar?
Em
um próximo post vamos falar sobre a preguiça de uma forma mais ampla, mas agora
vamos nos ater a preguiça de pensar que, nada mais é do que a preguiça de
enxergar as razões para melhor analisar as consequências.
Pode ser também por
desinformação, um fato mal narrado certamente será um fato mal analisado.
Hoje um familiar sofreu um golpe
em um aplicativo de compra e venda pela internet, vendeu um produto e não
recebeu o dinheiro.
As primeiras reações que recebeu
foram de condenação.
- Como você deixou isto acontecer?
Perguntou o vizinho.
- Que burrice!
Afirmou o amigo.
- Não prestou atenção?
Esta foi dita pela maioria.

É um exemplo clássico de inversão
de valores, de se trocar o certo pelo errado pois, na realidade, a culpa não é
da vítima.
A imputação de culpa a quem sofre
o golpe é natural quando a análise do fato é superficial, afinal ela não leva
em conta todos os fatores que motivaram o fato, é bem mais fácil e lógico culpar
o dito “otário”, o “pato”, do que “ir fundo” na questão e ver que o golpista,
ao contrário do incauto que foi subtraído dos seus bens, se preparou para aplicá-lo
no momento adequado.
Então é isto, a pessoa é furtada,
humilhada e, ainda, acusada de ser tolo.
NINGUEM MERECE!!!!



Um comentário:
Culpa e razão muitas vezes são confundidas
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