A influência da tecnologia em três gerações
Hoje quatro gerações convivem
em uma mesma época e as adaptações em relação aos valores sociais e éticos
estão confrontando as famílias em seu interior.
Convivem Avós, Pais, filhos e
Netos que estão sendo diariamente expostos as suas realidades na mesma
velocidade na qual a tecnologia, impulsionada pela ciência, confronta os
diferentes cenários sociais que agora necessitam convergir.
Como um avô aceita a derrocada
do sistema patriarcal que compunha a família até pouco tempo atrás?
O antigo e o novo convivem em
um mesmo tempo e a velocidade não lhes permite adaptarem-se a esta nova realidade,
pois não, então veja.
Meus pais têm mais de 80 anos
·
A comunicação escrita era feita através de carta e “VEJAM”, de
algo já consolidado naquela época, o telégrafo
·
A comunicação sonora era feita através do telefone
intermediada através de telefonistas, “IMAGINEM” que isto era novidade em 1930
·
Minha mãe costurava as próprias roupas, não existia ferro
elétrico, lava roupas, televisão, cinema era apenas imagem
Será que os jovens de hoje
conseguem imaginar?
Para mim que tenho mais de 60,
já é complicado entender a vida aquela época...
No meu tempo uma das
ferramentas urbanas mais importantes era o “ORELHÃO”, para quem não sabe orelhão
era o telefone público, a única forma de se comunicar quando estávamos na rua.
Me lembro da Copa do Mundo de
1970, a primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, imagina, ainda em
preto e branco.
Para os meus filhos também é
difícil entender esta época.
Imagina, então para os meus
netos...
Mas existem contrapontos nisto
tudo. Como é para eles, os idosos, conviverem com a ficção científica de ontem como
uma realidade presente em seu dia a dia hoje, ainda mais de forma impositiva e
mandatória em muitas ações necessárias a sobrevivência em uma sociedade tecnológica.
Realmente algumas destas ações
são um “Bicho de sete cabeças” para quem nunca conheceu o teclado de um computador,
imagina se for um smartphone...
·
As “Relações Institucionais” – Documentos, transações
bancárias, compras online
·
A comunicação instantânea através de redes sociais
·
A leitura digital como forma de se atualizar – Não existem
mais jornais e revistas
Poxa, é muito triste quando
vejo meu pai brigando com o banco por documentos que estão a um clique de seu
dedo.
A velocidade das mudanças tecnológicas
não permitiu a sociedade uma adaptação cognitiva aumentando o hiato entre alguns
nichos sociais:
·
A religião não entende a ciência:
·
A sociedade mais tradicional não convive pacificamente com a
diversidade
·
O trabalho mental se sobrepondo ao trabalho braçal.
São alguns pontos que
dificultam a adaptação das gerações aos avanços tecnológicos.
Nossos heróis de ontem são os
nossos idosos de hoje, confrontados a crueldade tecnológica em seu dia a dia, na
qual os processos tecnológicos cada vez mais lhe imputam o título da
inutilidade, como se a única experiência que cale é a da tecnólogia.
Qual a saída?
Existe uma?
Como ficam então os pais e os
avôs?
Eles hoje dependem totalmente
do apoio da sociedade no sentido de proporcionar programas específicos,
voltados para este públicos-alvo, adaptados as necessidades de cada geração com
.as linguagens específicas, conteúdo didático e programático apropriado a cada
caso.
Não basta o governo oferecer este
apoio, a verdadeira solução está no âmago da sociedade, no seio da família, a
partir deste núcleo social todos se serão mais confortáveis em dar a mão a um
idoso de forma respeitosa,
Um comentário:
Então pessoal, temos que entender o tempo e as suas dinâmicas e como passado o presente e o futuro influenciam as nossas vidas
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